Como lidar com a ansiedade de separação?

jan 19, 2022 | Crianças

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Saber como lidar com a ansiedade de separação é essencial. Esse termo diz respeito a determinado comportamento. Em geral, ele aparece quando a criança apresenta está se distanciando dos pais momentaneamente. É aquela crise de choro que ela tem quando o pai ou a mãe precisam sair ainda que seja para ir rapidamente no mercado, por exemplo.

Esse tipo de problema costuma estar associado a situações como a volta às aulas. É por isso que vale a pena saber mais sobre o tema.

Entenda como lidar com a ansiedade de separação nas crianças.

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A ansiedade de separação na volta às aulas

Esse tipo de reação é até comum. Em especial as crianças de até dois anos costumam se incomodar com o afastamento momentâneo dos pais. Isso se deve à percepção que elas ainda estão desenvolvendo sobre tempo e espaço.

No contexto de volta às aulas o problema aparece mais. Por isso é importante saber como lidar com a ansiedade de separação. Mesmo entre as crianças maiores.

A família e também a escola e as próprias crianças podem estar na origem do problema.

Pressões como resultado de expectativas sobre o desempenho escolar, a adaptação aos novos colegas, entre outras, geralmente afetam a criança.

Como lidar com a ansiedade de separação

É possível preparar as crianças desde cedo para esse tipo de situação. Brincadeiras de esconde, nas quais o adulto finge que está indo embora para logo depois retornar, já são formas de acostumar os filhos. Esse tipo de situação ensina os mais novos a respeito de questões como ausência e retorno desde cedo. Logo, impede que sejam surpreendidos quando da necessidade de ir à escola.

Além disso, para ter como lidar com a ansiedade de separação na volta às aulas é preciso considerar o bom e velho diálogo. Neste caso, o foco está nas crianças um pouco maiores. É importante não criar expectativas e pressões desnecessárias a respeito dessa etapa da vida.

Pais menos experientes podem acentuar a ansiedade de separação nas crianças ao apresentarem um cenário desconhecido e rígido. Uma forma de evitar isso é procurando ressaltar os aspectos positivos da escola. Alguns exemplos são as novas amizades e o aprendizado.

Como a escola pode lidar com a ansiedade de separação

Também os educadores podem exercer papel fundamental na superação do problema. Isso geralmente é mais fácil quando o professor assume a responsabilidade de criar novos vínculos com a criança. Esse esforço é essencial para que esses laços amenizem o sofrimento. Logo, problemas de humor e comportamento podem ser contornados.

No geral, cabe à escola por meios dos educadores, compreender essa situação que é comum no público mais jovem, para evitar que o problema momentâneo se torne uma dificuldade a mais no processo educacional.

As escolas podem se organizar para apresentar seus espaços como ambientes onde as crianças vão socializar, aprender regras e se integrar, sempre respeitando suas individualidades.

A ansiedade de separação no contexto atual

Não bastasse a dificuldade que o problema costuma trazer, o momento atual exige um esforço ainda maior: o de retornar às atividades após um período em que o isolamento foi necessário.

Muitas crianças acabaram se tornando ainda mais dependentes da figura do pai e da mãe. Pior ainda é pensar que, embora a vacina seja efetiva, existem riscos com novas variantes do coronavírus.

Nesse sentido, a ansiedade de separação tem a ver com o medo de ficar doente ou então de transmitir a doença para outras pessoas. E isso atinge tanto as crianças quanto os adultos.

Também em relação a como lidar com a ansiedade de separação em função disso, o diálogo é fundamental. É ele que vai tirar todas as inseguranças de ambas as partes e garantir que a volta às aulas seja feita de maneira segura, desde que todos sejam capazes de entender o momento atual e se proteger.

Quando esse tipo de problema passa do ponto

É preciso ter atenção às situações em que a criança tem sua aprendizagem e relacionamento prejudicados. É possível que a pressão pelo retorno gere inclusive problemas físicos. Entre outros estão dores, náuseas e até vômitos. Em casos assim, o melhor é ter um cuidado maior com o que pode estar além de uma reação comum.

A criança chorar ao se despedir dos pais é algo normal. Principalmente se momentos depois ela se distrair com uma conversa ou uma brincadeira. Esses são sinais leves que não exigem maiores preocupações.

Entretanto, quando a intensidade e a repetição dos choros se torna maior, o desafio é evitar que eles se tornem um problema para o cotidiano, impedindo que a criança faça atividades como as demais.

A importância de contar com a ajuda das pessoas

De qualquer forma é importante ter a quem recorrer diante de um caso de ansiedade de separação. Em casos mais leves, conversar com o coordenador responsável pela escola sobre o tema pode facilitar a transição da criança da casa para a escola.

Já nos mais extremos, essa consulta pode ser o suficiente para que a instituição se prepare para lidar com as diferentes habilidades socioemocionais em função daquela situação e prestar o apoio emocional adequado para o momento.

O ideal é que o processo de adaptação se dê por etapas. Existem instituições que trabalham com o chamado ensino híbrido. Nele, as atividades presenciais são conciliadas com as remotas. Assim o impacto da mudança é menor e a criança tende a se adaptar com maior facilidade.

Da mesma forma, conhecer pais e alunos também ajuda muito. Se a criança tem amigos e sabe que os encontrará na escola, acaba sendo natural que ela assimile a transição com maior naturalidade e controle melhor a ansiedade de separação.

Por fim, vale ressaltar a importância do diálogo. É bom que os pais acostumem-se a conversar com as crianças sobre o tema, até para entender se de repente uma ansiedade deles não está sendo repassada para os filhos. Percebendo algum tipo de excesso é importante buscar ajuda profissional.

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