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Aprendendo a lidar com a frustração

por | out 13, 2020

Tem algumas coisas que são muito comuns aos pais: o amor incondicional, o cansaço que a maternidade e a paternidade envolvem e a vontade de que aquela criança seja muito feliz.Todos esses sentimentos são fortes e têm muitos lados positivos. Inclusive a inter-relação entre eles. Afinal, se não fosse o amor incondicional, seria impossível lidar com o cansaço e o estresse que criar uma criança demanda, não é mesmo? No entanto, até esses sentimentos em demasia podem ter um efeito colateral. Nesse texto, vamos falar sobre a necessidade das crianças aprenderem a lidar com a frustração.

O desejo de fazer a criança feliz

A vontade de que a criança seja muito feliz pode causar possíveis efeitos colaterais. O que acontece é que, às vezes, esse desejo é tão intenso, que ele perpassa a capacidade de dizer não para essa criança, com o propósito de não frustrar. Claro, que as raízes dessa dificuldade normalmente têm graus muito profundos. Como por exemplo o medo de não ser gostado ou amado pelo próprio filho, o que de fato é um equilíbrio complicado para os pais, principalmente em algumas fases do desenvolvimento infantil.

No entanto, o esforço absoluto para que essa criança não passe por aborrecimentos ou tristezas pode ter um lado muito prejudicial para a criança. Aqui não estamos falando de pequenos “nãos”, mas dos grandes. Como por exemplo, o não contar que um ente querido faleceu por medo de como a criança irá reagir. Ou então, inventar uma desculpa para dizer que algo que a criança queria muito não vai mais acontecer. E esses são os nãos que podem ser prejudiciais, por melhor que seja a intenção do pai. 

Todos precisamos aprender a lidar com a frustração

Viver é passar por aborrecimentos, frustrações, medos, expectativas não atendidas. Não tem jeito, ninguém está imune, e o mais importante, passar por tudo isso é um treino, uma prática. Todo mundo que já teve seu coração quebrado na adolescência lembra do sentimento de que o mundo iria acabar naquele momento, e depois pensa “mal sabia eu”. E é isso mesmo, o primeiro não dói muito, mas a vantagem é que vamos ficando mais cascudos com o tempo. E mais importante que isso, começamos a dissociar o não como algo que nos define, e damos a proporção devida a ele. Isso é treino, prática, e quanto antes começar, melhor. 

Precisamos ser verdadeiros com os pequenos

Por esse motivo que os malefícios do pequeno não passar por esse treino com você são tão grandes. Quanto mais tempo demorar a primeira frustração, mais forte será o impacto, e menos capacitado estará esse sujeito a lidar de forma positiva com essa negativa. Isso pode acarretar, medo de tentar, de se expor, auto estima debilitada entre outras consequências.

Ou seja, cada vez que o pai omite a frustração, ele tira da criança a oportunidade de praticar a frustração, de entender que esses sentimentos “negativos” também são bem-vindos, e de encontrar suas próprias formas de lidar com esses momentos. 

Por isso, diga sim aos nãos, diga sim à transparência, e a relação de cumplicidade entre pais e filhos, e sem culpas! 

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Escrito por Nathalia Pontes

Mestre em Psicologia da Educação pela PUC-SP e escritora de livros infantis, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação e tecnologia.

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