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Parem de pedir desculpas pela criação dos filhos

por | set 9, 2020

Já parou pra pensar que mesmo não querendo ou podendo, às vezes precisamos estar com nossos filhos nos momentos de trabalho ou estudo? Isso acontece porque a criação dos filhos demanda atenção, carinho e muita dedicação. Mas, antes de qualquer coisa, separei alguns dados para a reflexão: 

  • O número de lares brasileiros chefiados por mulheres passou de 23% para 40% entre 1995 e 2015, segundo a pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgada em março de 2017 pelo Ipea;
  • Há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • Entre 2005 e 2015, o número de famílias compostas por mães solo subiu de 10,5 milhões para 11,6 milhões, segundo dados do IBGE divulgados em 2017;
  • Das 10,3 milhões de crianças brasileiras com menos de 4 anos em 2015, 83,6% (8,6 milhões) tinham como primeira responsável uma mulher, seja mãe biológica, de acordo com o Pnad 2015.
  • Em várias cidades brasileiras, quase 70% das crianças não têm acesso a creche. Além disso, mesmo as classes B e C, aguardam em média dois anos para os custos com escolas particulares que inviabilizam muitas vezes o início;
  • A cada 10 mulheres 4 não conseguem retornar após a licença maternidade segundo a Robert Half;

Você deve estar pensando: e o que eu tenho com isso?

Antes, vamos para uma distopia Handsmade Tale. Acabamos de acordar com o mundo completamente estéril. Assim como você já deve ter desejado ao saber que a moça da sua equipe está grávida ou ao ouvir o insuportável choro de uma criança dentro da sua bolha matinal (e isso não vem só de homens tá!).

As crianças deixaram de existir, UFA! Mas, e agora? Primeiramente, o faturamento de 50 bilhões de reais que representa o segmento infantil (de acordo com a Nielsen), deixaria de ser injetado na economia. Não estando somados aqui o turismo, entretenimento e outras áreas correlatas que atendem a esses 20% da população;

Com a população somente envelhecendo não teríamos “mão de obra” suficiente para manter serviços que requerem energia como, por exemplo, a agricultura. Assim como novas cabeças não nasceriam. Portanto, pesquisa, inovação e desenvolvimento seriam escassos. E se você parar meio milésimo para pensar comigo, bum acabou o mundo que é bem maior que esse seu umbigo aí.

A maternidade e o mercado de trabalho

De acordo com a Fiocruz, uma a cada 4 mulheres sofre de depressão pós parto o que caracteriza um problema de saúde pública. Na B2Mamy, já passaram cerca de 3 mil mulheres. Em mais de 50% desses casos o medo e as dúvidas sobre o trabalho e a maternidade as mantinham nesse quadro. Problema esse catalisado por empresas e líderes que desrespeitam as mulheres ou simplesmente as tiram do jogo. Sendo assim penalizadas por fazerem a única coisa que faz o mundo girar.

O que espero com esse artigo é que você entenda que essas crianças ao crescerem não vão para Marte. Penso rapidamente em nessas 3 coisas:

  1. Se pergunte sobre o que você pode fazer para essa dinâmica dar certo. Mas, boa vontade não basta, o que muda é a vontade ativa.
  2. Participe e colabore de movimentos que estão mudando a forma de pensar de quem ainda acredita que olhar só para si é certeza de abundância.
  3. Entenda que essa criança, crescendo segura e amada não só pela mãe, mas também pela aldeia que a cerca, melhora as chances dela ser uma boa pessoa nesse mundo tão difícil.

E se você for mãe e estiver lendo esse artigo #fightlikeamother. Somos metade da população do mundo e mães da outra metade. Pare de pedir desculpas pela criação dos filhos!

Leia mais: 

Escrito por Dani Junco

Mãe do Lucas e fundadora da B2Mamy que tem como propósito tornar mães líderes e livres economicamente através da educação digital e do senso de pertencimento. Especialista em vendas, branding e geração de comunidades. Apaixonada por ideias e ideais e por pessoas que tem a missão de fazer desse mundo um lugar melhor para se criar uma criança. Dani é nossa autora convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog PlayKids.

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