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Sobre crianças, telas e maternidade sem culpa

por | jul 12, 2021

Com o possível fim da pandemia, vivemos um momento de conversas  acaloradas sobre o excesso de telas para crianças e a maternidade sem culpa. Mas será que estamos falando sobre este tema da forma certa?

Tem uma música do Emicida no qual a mãe dele fala “alguém prevenia: filho é pro mundo. Não, o meu é meu”. Como mãe há 8 anos, sinto na pele o que essa frase significa e o quanto é difícil estabelecer para o mundo todo que o filho é nosso.

Durante toda a maternidade, familiares, amigos e a sociedade gostam de criar padrões de como ser mãe e, com isso, imputam às mulheres culpa, dúvida e insegurança.   

Nesta pandemia, com a realidade do homeschooling e o home office, houve por grande momento um certo acordo em aceitar as telas para as crianças. Afinal, não dava para participar de reuniões importantes e dar atenção para os pequenos na medida que desejávamos, não é? 

A prova desse momento de pazes entre tela e pais foi uma pesquisa do Datafolha, no qual 89% dos pais concordaram que a pandemia fez seus filhos ficarem mais tempo em celulares, vídeo games, tvs ou computadores. 

O limite do uso de telas é real

É muito importante dizer que mesmo com a aceitação do dispositivo móvel na vida dos pequenos, existem limites quando se fala de uso de telas na infância, com orientações diretas da OMS (Organização Mundial de Saúde). 

E o excesso de tela somado ao contexto de isolamento, medo e contato direto com o luto, trouxe um cenário tenebroso para toda uma geração. São diversas as pesquisas que confirmam crianças mais ansiosas, agitadas, como sonos irregulares, até mesmo pequenos mais tristes.

E o cenário é ainda mais tenebroso quando, segundo pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 67% dos pais confirmam que já perderam as estribeiras e gritaram, xingaram ou bateram nos seus filhos durante a pandemia. 

A discussão sobre o excesso de tela é empática?

E no meio de incerteza sobre a educação presencial, desemprego e até mesmo aumento de casos de agressão e feminicídios, surge então nas redes uma movimentação para retirada das telas das crianças. Já cheguei até mesmo a ver criadoras de conteúdo comparando a exposição com oferta de veneno para crianças e cursos de como criar seus filhos sem tela.

Será que conteúdos neste contexto, explorando a demonização de uma ferramenta em vez da compreensão de um contexto mais macro, abraça ou julga os pais? Eu não consigo me sentir acolhida quando sou impactada por algo assim. Será que essas mesmas pessoas  também precisam trabalhar 8 horas dentro de um apartamento de 46 metros quadrados, enquanto sua filha quer atenção a todo momento?

Maternidade sem culpa: por mais palavras acolhedoras, please!

Entendo a necessidade de conversar sobre o excesso de tela nos tempos de hoje – e o quanto podem ser prejudiciais para a vida de uma criança. Porém, dentro do contexto atual, vale a pena procurar por conteúdos ou até mesmo criadores de conteúdo que não vão te dar vários tapas na cara todos os dias. 

Ou seja, conteudistas que possuem um certo “tato” para lidar com este tema, sem causar ou reforçar mais culpa, tristeza ou stress para as famílias, principalmente para as mães que se sentem mais responsabilizadas quando o tema é rotina dos pequenos. 

Uma dica para as mães de plantão que buscam por palavras de acolhimento, conhecimento, mas vindos de mães reais, é a temporada Maternidade do podcast “Calcinha Larga”. Foi lá que ouvi que sim: está normalizado deixar a criança assistir tevê naquela manhã de sábado, quando você precisa de mais uns minutos de sono. 

O importante é seguir as premissas de sempre: ter momentos de qualidade e interação com seu pequeno; manter uma relação aberta e saudável, sabendo a melhor forma de conversar com eles; terapia se possível para os dois; e muito – mas muito mesmo – amor e carinho. 

Escrito por Nuria Oliveira

Mãe da Juju, jornalista, especialista em marketing digital e apaixonada por neuromarketing.

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